A arma da Sedução

Freddie Oversteegen foi uma mulher que usava de seu charme e encanto - ao lado de sua irmã e amiga - para exterminar colaboradores nazistas. Essa mulher de fibra fazia parte da resistência holandesa no decurso da Segunda Guerra Mundial e atuou diretamente na aniquilação de colaboradores nazistas.



Freddie Oversteegen foi uma das mulheres que atuaram na resistência holandesa durante a Segunda Guerra Mundial. Ao lado da sua irmã Truss e da amiga Hannie Schaft, elas flertavam com colaboradores nazistas e os levavam para uma floresta, onde eram executados. Depois, os corpos eram enterrados no local.

Antes de se juntarem à resistência, a família escondeu refugiados da Alemanha e Amsterdã, incluindo um casal judeu, uma mãe e um filho que passaram a viver no sótão de sua casa. Quando a ocupação nazista começou na Holanda, eles foram deportados para outro local. No fim, todos foram mortos.

Contra o regime, as irmãs Oversteegen passaram a distribuir panfletos (‘A Holanda deve ser livre!’) e colar cartazes antinazistas no local onde viviam (‘Para cada homem holandês que trabalha na Alemanha, um alemão vai para o front’).

O esforço das meninas chamou a atenção de Frans van der Wiel, comandante do Conselho de Resistência clandestino de Haarlem, que pediu autorização para a sua mãe para que as irmãs se integrassem na equipe. 

A Holanda ficou sob ocupação nazista de 1940 a 1945.  As três meninas – Hannie Schaft, com 19 anos, e as irmãs Truus e Freddie Oversteegen, com apenas 16 e 14 – passaram a fazer parte da célula Schaft em 1943. 

Hannie Shaft acabou sendo capturada e executada em 17 de abril de 1945, com apenas 24 anos. Apenas 18 dias depois, a Holanda foi libertada. Sua história se tornou mundialmente famosa por conta do longa "A garota do cabelo vermelho". Posteriormente, ela foi enterrada novamente com honras pela Rainha Wilhelmina e pelo Príncipe Bernhard da Holanda. Além disso, cerca de 15 cidades do país possuem o seu nome em homenagem ao legado. 

As irmãs Oversteegen sobreviveram à guerra e tiveram uma vida longa. Em 1996, elas criaram a Fundação Hannie Schaft, para promover o legado de sua amiga. As irmãs também ganharam reconhecimento através do documentário para TV "Duas irmãs na resistência".

Freddie morreu em 5 de setembro de 2018, aos 92 anos, enquanto a sua irmã Truss morreu em 18 de junho de 2016, aos 93 anos.

Fonte: Observatório do terceiro Setor.





 
 

A RAINHA: Tereza de Benguela

A historiografia nacional, em suma, é demarcada pelo apagamento e ocultamento de figuras femininas importantes, Tereza de Benguela é um exemplo. Heroína negra, ocultada no âmbito historiográfico, mas que em detrimento do movimento de mulheres negras no país, teve sua história exposta. 


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum país do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.

Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldados do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariterê (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse quilombo foi o maior do Mato Grosso.

Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas.

O Quilombo do Quariterê abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.

O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade, que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana, e da venda dos excedentes produzidos.

Tereza comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho, visto que dominavam o uso da forja.

“Governava esse quilombo a modo de parlamento, tendo para o conselho uma casa destinada, para a qual, em dias assinalados de todas as semanas, entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho, escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais, Isso faziam, tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele negral Senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo.” - Anal de Vila Bela do ano de 1770.

Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ser capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.

O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 79 negros e 30 índios.

Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei n° 12.987/2014.

Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é ‘Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal’.

Fonte: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.


A liberdade não pode Esperar

 Maria Tomásia Figueira foi uma mulher valente e de grande significância na abolição da escravatura no Estado do Ceará. Graças as suas lutas no âmbito da presidência da Sociedade das Cearenses Libertadoras houve o adiantamento da abolição no Ceará, antes mesmo da Lei Áurea ser estabelecida.


Maria Tomásia Figueira Lima foi uma aristocrata que lutou para que a abolição da escravatura no Ceará fosse adiantada. Nascida em 1826, em um município do interior do Ceará, ela se mudou para Fortaleza após se casar com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima. Em Fortaleza, ela se tornou uma das maiores articuladoras do movimento abolicionista do estado: Maria Tomásia foi a cofundadora e primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras, a entidade que mais lutou em prol desta causa na época. O movimento, fundado em 08 de dezembro de 1880, reunia 22 mulheres de famílias influentes que argumentavam a favor do fim da escravidão. 
Ao fim da primeira reunião, elas assinaram 12 cartas de alforria e, posteriormente, conseguiram que os senhores de engenho assinassem mais 72. O grupo chegou a conseguir apoio financeiro até do Imperador Dom Pedro II. O movimento também promovia reuniões abertas ao público e nestes eventos as mulheres da Sociedade sempre ressaltavam a importância da libertação dos escravizados. 
As mulheres também recorriam aos jornais e clamavam pela abolição de toda a província. A ação foi fundamental para que o Ceará decretasse a libertação dos escravizados antes da Lei Áurea. No dia 25 de março de 1884, Maria Tomásia estava presente na Assembleia Legislativa, onde ocorreu o ato oficial de libertação dos escravizados do Ceará. 

Fonte: Observatório do Terceiro Setor.

A denúncia pública que viabilizou a criação da primeira lei Antirracista do Brasil.

A americana Katherine Dunham foi uma ilustre dançarina, coreografa, professora e diretora negra. Sua passagem pelo Brasil durante uma turnê, no ano de 1950, culminou em uma intervenção - mesmo que de forma involuntária - nos moldes históricos do país. Após ser proibida de se hospedar em um hotel cinco-estrelas em São Paulo, o hotel Esplanada, apenas por ser um mulher negra, e realizar uma denúncia pública; o Brasil criou a primeira lei antirracista. 


Involuntariamente, em 11 julho de 1950, a turnê que a célebre dançarina e coreógrafa americana Katherine Dunham fazia pelo Brasil acabou por interferir nos rumos da história do país. Numa terça-feira à noite, em sua estreia no Teatro Municipal de São Paulo, ela aproveitou o intervalo entre o primeiro e o segundo ato para fazer uma denúncia aos repórteres que cobriam o espetáculo. Revoltada, a artista relatou que, dias antes, o gerente do Esplanada, o luxuoso hotel vizinho do teatro, se recusara a hospedá-la ao descobrir que era uma "mulher de cor".

Além de especializada em danças de origem africana, Dunham era antropóloga e ativista social nos Estados Unidos. A denúncia de racismo caiu no país como uma bomba. Primeiro, por ter partido de uma estrela de renome internacional. Depois, porque o Brasil se julgava o mais perfeito exemplar de democracia racial mesmo sendo um dos últimos países a abolir a escravidão, tendo feito isso somente em 1888. O Correio Paulistano classificou o episódio de “revoltante incidente”. O Jornal de Notícias, de “odioso procedimento de discriminação”.

O deputado federal Afonso Arinos (UDN-MG) apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei para transformar determinadas atitudes racistas em contravenção penal. Pela proposta, quem recusasse hospedagem em hotel, entrada em estabelecimento comercial, matrícula em escola ou contratação em empresa pública ou privada, desde que “por preconceito de raça ou de cor”, poderia ser condenado a pagar multa e cumprir até um ano de prisão.

A aprovação na Câmara e no Senado foi por unanimidade. Em 3 de julho de 1951, um ano depois do “revoltante incidente” no Hotel Esplanada, o texto aprovado ganhou a assinatura do presidente Getúlio Vargas e entrou em vigor com o apelido de Lei Afonso Arinos. A Lei Afonso Arinos surgiu como a primeira norma destinada a punir e inibir atos racistas. Mas os negros no Brasil continuavam sendo vítimas de preconceito e ocupando as posições mais baixas da sociedade sem que o poder público se preocupasse com isso.

Fonte: Agência Senado e Observatório do Terceiro Setor.


Sabe quem foi Luísa Mahin?

 

Uma negra, africana livre, da Costa da Mina”, é como Luiz Gama começa a descrever sua mãe Luiza Mahin na carta que escreveu ao seu amigo Lucio de Mendonça em 1880. Uma mulher mítica idealizada e reverenciada pela comunidade negra por sua trajetória, representada pela memória histórica de uma quituteira, ex-escrava de ganho[1] símbolo de resistência negra e herança cultural para população afrodescendente


                                                  Ilustração de Luísa Mahin. (Ilustração: Thiago Krening/TVE/RS)

Nascida em Costa Mina, na África, no início do século XIX, Luísa Mahin foi trazida para o Brasil como escrava. Pertencente à tribo Mahi, da nação africana Nagô, Luísa esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.

Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.

Além de sua herança de luta, deixou-nos seu filho, Luiz Gama, poeta e abolicionista. Pertencia à etnia jeje, sendo transportada para o Brasil, como escrava. Outros se referem a ela como sendo natural da Bahia e tendo nascido livre por volta de 1812. Em 1830 deu à luz um filho que mais tarde se tornaria poeta e abolicionista. O pai de Luiz Gama era português e vendeu o próprio filho, por dívida, aos 10 anos de idade, a um traficante de escravos, que levou para Santos.

Luiza conseguiu escapar da violenta repressão desencadeada pelo Governo da Província e partiu para o Rio de Janeiro, onde também parece ter participado de outras rebeliões negras, sendo por isso presa e, possivelmente, deportada para a África.

Como negra africana, sempre recusou o batismo e a doutrina cristã, e um de seus filhos naturais, Luís Gama (1830-1882), tornou-se poeta e um dos maiores abolicionista do Brasil.

Descoberta, Luísa foi perseguida, até fugir para o Rio de Janeiro, onde foi encontrada, detida e, possivelmente, deportada para Angola. Não existe, entretanto, nenhum documento que comprove essa informação.

Em 9 de março de 1985, o nome de Luiza Mahin foi dado a uma praça pública, no bairro da Cruz das Almas, em São Paulo, área de grande concentração populacional negra, por iniciativa do Coletivo de Mulheres Negras/SP.

Fontes: Fundaçao Palmares Cultural e Geledés 

 



[1] O escravo de ganho foi uma figura marcante do Brasil Colonial, comum nas áreas urbanas nos anos de 1800. Esses escravos tinham o direito de vender produtos e prestar alguns serviços remunerados. Vendiam doces, flores, cuidavam de alguns comércios e faziam o transporte de pessoas, e serviços de pedreiros e carpinteiros, parte da remuneração ficava com o escravo e a outra parte (maior) com seu senhor, muitos escravos usavam o dinheiro ganho com estes trabalhos para comprar sua liberdade. Extraído de http://www.atlantos.com.br/artigos/escravos-de-ganho  por Giancarlo Giacomelli (2016).

 Ativismo na defesa das mulheres

O ASSASSINATO DA MULHER QUE LUTOU PELO DIVÓRCIO NO BRASIL

 

Anita Carrijo/ Foto: Biblioteca Nacional

Anita Carrijo era uma das líderes nacionais do movimento pelo divórcio em uma época em que era permitido apenas o desquite no Brasil. O divórcio só foi aceito no país em 1977.

Escritora e membro da Federação das Mulheres do Estado de São Paulo (FMESP), palestrava em associações que defendiam os direitos das mulheres sobre a importância da emancipação feminina, o direito ao divórcio e a creche para as crianças de mulheres trabalhadoras. Por seu trabalho, tornou-se nacionalmente conhecida.

Ela exigia uma mudança na lei brasileira de 1934, que caracterizava o casamento como algo indissolúvel e pedia que ela fosse revogada na Constituição brasileira de 1946.

A dentista conclamava o apoio público de políticos. Ela dizia: “é preciso darem o seu apoio ao movimento divorcista publicamente, sem receio de ofenderem seus princípios religiosos, já que os mesmos não nos dão, em caso de infelicidade no matrimônio, nenhuma solução moral compatível com a realidade da vida. 

Anita, no entanto, não viveu tempo suficiente para ver o divórcio se tornar legalmente possível no país. Ela foi encontrada morta em seu apartamento em 13 de maio de 1957 e seu assassinato nunca foi solucionado.

Fotografias de seu cadáver amordaçado estamparam jornais em todo o país. Por cima das imagens, vinham manchetes como a da capa do tabloide fluminense A Luta Democrática: “Assassinada em seu apartamento a líder feminista e divorcista”.

Seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) na tarde do mesmo dia. Segundo o laudo oficial, a causa da morte foi asfixia mecânica e o legista desconsiderou violência sexual, apesar da posição em que o corpo foi encontrado e sua roupa de baixo estar revirada. O documento apontou também a presença de álcool no sangue, bem como queijo e presunto no trato digestivo.

Para a polícia, duas ou mais pessoas foram as responsáveis pelo crime, que foi tratado como latrocínio, ainda que os objetos de valor como joias não tivessem sido levados e o cofre da residência estivesse intocado. As únicas coisas que sumiram foram uma máquina de escrever e um pequeno aparelho de diatermia.

A investigação do homicídio pouco avançou. O laudo do legista foi, posteriormente, considerado falho e não teve qualquer supervisão da então Delegacia de Segurança Pessoal. Uma semana após o crime e as impressões digitais recolhidas no apartamento ainda não tinham sido analisadas pelo serviço datiloscópico. Mais de cem pessoas foram ouvidas pela polícia, mas todas foram soltas em seguida.

Uma campanha de difamação logo começou na mídia sensacionalista. Anita foi acusada de receber homens em seu apartamento, de ser traficante de drogas e de frequentar boates e casas de prostituição. O caso foi arquivado em 1970 por falta de provas.

Anita foi sepultada no Cemitério do Araçá, na capital paulista, mas seu túmulo foi vendido para outra família e seus restos mortais não foram encontrados.

Fontes:  BBC Brasil

 








 

Bertha Lutz uma das personagens essenciais para o voto feminino

 "Recusar à mulher a igualdade de direitos em virtude do sexo é denegar justiça a metade da população" Bertha Lutz

 

A brasileira Bertha Lutz lutou para que o termo “mulheres” fosse incluído no documento que fundou a ONU e que garante a todos os seres humanos o direito à vida. Bertha era cientista, ativista feminista e educadora.

Bertha Lutz / Foto: Arquivo ONU

Bertha Lutz foi uma cientista, ativista feminista, bióloga, educadora, diplomata e política brasileira, que lutou durante a Conferência de São Francisco para que o termo “mulheres” fosse incluído no documento que fundou a ONU e que garante a todos os seres humanos o direito à vida. Nasceu em São Paulo, no dia 2 de agosto de 1894. 

A cientista, além de ser uma das principais sufragistas brasileiras, contribuiu para que todas as mulheres do mundo tivessem seus direitos básicos garantidos. Foi uma ativista pelo feminismo, responsável direta pela articulação política que resultou nas leis que deram direito de voto às mulheres e igualdade de direitos políticos nos anos 20 e 30. Bióloga, política e uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil do século XX.

Parte da história da brasileira pode ser conhecida no novo documentário da HBO ‘Bertha Lutz – A mulher na carta da ONU’, disponível na plataforma de streaming HBO GO.

O documentário coloca em foco a importância de Bertha Lutz na Conferência, já que muitas vezes a única figura feminina destacada nesse contexto é Eleanor Roosevelt, defensora dos direitos humanos e mulher do então presidente dos Estados Unidos.

O longa de caráter investigativo volta os olhos dos telespectadores para a trajetória de duas estudantes, a argelina Fatima Sator e a norueguesa Elise Luhr Dietrichson, que entram em uma corrida contra fatos históricos para garantir o reconhecimento a Bertha Lutz.

Bertha Lutz era uma das únicas quatro representantes do sexo feminino na conferência que reuniu 850 líderes de todo o mundo, não tinha medo de defender as mulheres e se posicionar e, por diversas vezes, sofreu tentativas de ser silenciada, inclusive das próprias mulheres que ali estavam, segundo relatos que ela própria dividiu através de cartas.

Bertha faleceu no Rio de Janeiro no dia 16 de setembro de 1976. Atualmente, existe um sítio na internet dedicado à sua atuação política e científica. Trata-se do Museu Virtual Bertha Lutz, desenvolvido na Universidade de Brasília, com apoio do CNPq.

Referência:

Fontes:  Observatório do Terceiro Setoe Wikipédia

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